Que isso?! (ou Fluxo Gênico)
Onde qualquer tema é um bom motivo. Música, ciência, sociedade and so on.
Quem sou eu
- Goulart
- Sou um Eng. Agr desde 2008, músico amador e compositor desde 1997. A intenção aqui é compartilhar idéias, opiniões e histórias ou fatos interessantes.
terça-feira, 18 de junho de 2013
Dos rebeldes sem causa aos RBDs
Meu blog é lento, assumo isso. Mas surgiu um assunto que me motivou a escrever de novo, trata-se da eterna luta que os jovens travam contra problemas sociais, como essa luta envelhece nos lutadores e ainda, como é a nova geração de lutadores.
Todos temos amigos militantes de partidos de esquerda, hippies, ecologistas, enfim. Eu tinha muitos amigos assim, eu mesmo era esquerdista, bastante voltado ao socialismo. Vindo de família humilde, não entendia porque alguns tinham muito e outro menos: a solução só poderia ser repartir tudo igualmente. Militei, fui lutei contra intervenção na direção da escola, organizei passeatas, lutei em greves. Na Universidade comecei no mesmo caminho, até que mudei. Era a época em que o Lula assumia a presidência e o País estava vivendo uma estabilidade branda. De certa forma foi uma vitória há muito desejada. Aí parei. Me desmotivei pelo fato de a principal razão pela qual eu militava ter sido alcançada. Ao mesmo tempo, passei a pensar na minha carreira profissional, em família. Que os novos lutadores venham e ocupem os espaços, lutem pelos novos problemas! De fato, o "proletariado no poder", a inflação e o desemprego deixaram de ser temas ultra-importantes. Mesmo a desigualdade social diminuiu muito de uma década e meia pra cá. Por outro lado, a questão ambiental e racial ganharam importância relativa - relativa pois sempre foram importantes! - Assim como a sexualidade e respeito às diferenças, também ganharam força.
Vi muitos amigos que não deixaram suas lutas. Alguns adaptaram-nas para suas vidas profissionais e tornaram-se respeitados pela atuação reta. Na essência são os mesmos ideais, mas com um toque a mais de realidade, de bom senso e experiência. No entanto, outros ficaram iguais, envelheceram na idade, mas as lutas não mudaram, ou pior, retrocederam à épocas que nem vivemos, como a ditadura por exemplo! Isso mesmo, pessoas com trinta e poucos anos "lutando" contra a ditadura e a favor das diretas-já. Usam calça boca de sino e tiram fotos em preto e branco. Continuam radicalmente contra o capitalismo e odeiam empresas multinacionais. O problema ocorre quando já sem razão para militar, alguns passam lutam pelo simples fato de lutar. Sem muitos argumentos sólidos a favor da causa, atacam os demais jurando ser em prol de todos. Patrick Moore, um dos fundadores do Greenpeace, tem mencionado em suas entrevistas que muitos ambientalistas vieram do extinto socialismo, a partir da década de 90. Eles lutam contra transgenia, energia nuclear e outras tecnologias que tem propósitos de uso positivos. Segundo ele, muitos lutam sem conhecimento de causa, para sem manterem "do contra" e ignoram o conhecimento científico ou o bom senso. Obviamente, Moore é odiado pelo Greenpeace atual. Usei como exemplo este caso apenas para ilustrar meu ponto de vista.
Fico abismado quando me deparo com pessoas assim. Ouvindo a obra do Caetano Veloso, percebemos o que quero dizer. A luta dele, após ser vencida, perdeu força como tema de suas canções, o mesmo ocorreu com Gilberto Gil. O Belchior, por outro lado, parou de produzir. Aliás, é interessante como os artistas mudam suas obras na medida que amadurecem. Dostoievski, lá no século antepassado, é um bom exemplo, suas obras após o exílio mudaram em temática e na própria concepção dos personagens, mais serenos e maduros. Renato Russo e o Capital Inicial também deixaram a geração coca-cola e mudaram, envelheceram, amadureceram, como queira.
Isso não é ruim. As responsabilidades da vida fazem as pessoas usar seu tempo para pensar na família, filhos, futuro e principalmente, que não durarão para sempre, algo que não acreditamos quando somos jovens. Além disso, a vivência no mundo realista, onde pessoas trabalham e prosperam, faz com que fiquemos mais sensatos em nossas opiniões.
Algo que o passado socialista-diretas já-impeachment me mostra é que naquela época, ao menos o engajamento nas causas era bem maior. Lembro das passeatas nas ruas, dos alunos saindo no meio da aula para protestar, da bateção de lata. Era tudo no corpo a corpo. No entanto, o que vejo hoje é um monte de pseudo-ativistas destroçando seus teclados postando na rede (compartilhando de outros) frases de ordem, protestos, políticos corruptos, fotos de transgênicos, animais sofrendo no abate, cães que apanham dos donos, e todo o tipo de coisa que se possa lutar contra. Quantos desses realmente estão envolvidos e participam efetivamente na defesa das causas que clamam via internet? Não sei.
Aos poucos os rebeldes sem causa de antes serão substituídos pelos novos, aqueles que enquanto assistem Rebeldes na TV, fazem a revolução nas redes sociais.
Fev/2013
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Música: Tempo Ruim, do Matanza
Manifestações no Brasil 2013
Vocês têm visto essa questão das manifestações em todo o País? Vou colocar aqui algumas considerações que me vêm à cabeça.
- O vandalismo que o povo anda fazendo contra propriedades privadas e públicas desmerecem o movimento. Todos vão pagar a conta.
- Impedir que pessoas entrem nos estádios também está errado. A polícia está lá para garantir que o trânsito de pessoas no entorno dos estádios seja seguro. Então, impedir a passagem não seria uma razão para a ação policial?
- Quem vaiou a Dilma dentro do estádio é contra o quê? Pagou mega caro o ingresso, está vendo a copa in situ e pior, votou na Dilma (na média do público, não tenho dúvida!).
- A copa tirou o dinheiro da saúde e educação? Sim, cortes foram feitos em Manaus, por exemplo. Mas a corrupção (que está voando baixo com a copa) é crônica, recorrente e etc, rouba milhares de milhões e cadê as manifestações?
- O mais bizarro e triste que acho é: com tanta gente contra o governo e a política brasileira ("todo político é corrupto"), tenho certeza absoluta que o "nulo" nem o "branco" ganham as próximas (mil) eleições.
Por isso, o Brasil sofre sob nossos pés (a culpa é das pessoas, em cima da terra e não o contrário).
***
Música: Hino Nacional
sábado, 15 de dezembro de 2012
Gatos, bons amigos e mais.
Nesta semana (a semana era a da véspera de Natal de 2010, quando comecei à escrever esse texto) minha esposa e eu adotamos um gato. Para definir o nome do gato foi uma novela pois eu queria que fosse Sator ou Zero. Mas ela não gostou muito e sugeriu Cacau, acabou sendo o nome do bicho. Isso me fez lembrar de como os animais de estimação tem certas personalidades e qualidades que nós podemos aproveitar.
Sempre preferi os fellídeos aos canídeos. Quem sabe isso ocorre por eu ser do signo de leão (mas não acredito muito em astrologia)? Os gatos são mais independentes e serenos enquanto que(a maioria dos)os cães são carentes e/ou elétricos.
Antes do Cacau eu tive o Rex (não existe regra quanto à nome de gato e cachorro, ainda mais que o Rex batia no cachorro do vizinho). Ele ficou comigo de 1998 a 2001. O Rex era tratado meio bagualão, eu chamava ele pelo nome e ele atendia, aos assobios ele atendia também. Quando minha mãe ia ao supermercado ou padaria, sempre o Rex a acompanhava e a esperava do lado de fora. Parecia que queria protegê-la.
Eu, que era extremamente explosivo aprendi com aquele bicho ter um pouco de tranquilidade em momentos pouco tranquilos. Também um tanto de companheirismo. Não levo isso ao extremo, não odeio as pessoas, aliás, aprendo muito com pessoas que nem conheço. O fato é que naquela época, o gato era meu amigo do dia a dia e eu o observava muito. Comíamos no mesmo prato (é, nojento mesmo), dormíamos juntos e brincávamos de montão.
Um dia eu disse pra ele: "Tchê Rex, vamos combinar que tu nunca vai morrer. Eu deixo tu ir embora só quando eu achar a mulher da minha vida." Aquilo era coisa de menino, uma frase solta dentre tantas que a gente costuma soltar no ar. No final dos anos 90 eu estava saindo de um namoro e meio sem rumo nessa esfera da vida.
Meses depois, conheci a irmã do guitarrista da minha banda, que chamava-se Alpha2. O tempo passou e acabei gostando dela. Namoramos uns meses e depois acabou tudo. Rodei um tempo de abraço em abraço. Até que um dia ela "resolveu" gostar de mim de verdade, sei lá quanto tempo depois (conto essa história noutro post), mas acabamos ficando juntos.
Eu estava decidido a não me arriscar de novo, a nunca pedí-la em namoro outra vez. Estava ressabiado. Entretanto, para miha surpresa, ela mesma fez isso, oficializou o relacionamento. Isso aconteceu em uma dia que a Alpha2 tocou em 2 lugares quase que ao mesmo tempo. No dia seguinte, quando cheguei em casa, encontrei o Rex morto. Não havia motivo aparente então pedi uma necropsia para descobrir a causa mortis. Sem resposta, pasmei ao lembrar da frase solta. Teria ele concordado com aquilo? Verdade ou não, estou com a mesma mulher até hoje e esperamos uma menina, que deve nascer em 2013.
Nunca esqueci daquele gato, para quem escrevi uma canção (não gravada).
Post maluco, com ideias e lembranças de tudo quanto é lado. Com o tempo aprendo a escrever melhor. Imagina, quase dois anos para escrever isso!
***
Sem canção dessa vez.
Sempre preferi os fellídeos aos canídeos. Quem sabe isso ocorre por eu ser do signo de leão (mas não acredito muito em astrologia)? Os gatos são mais independentes e serenos enquanto que(a maioria dos)os cães são carentes e/ou elétricos.
Antes do Cacau eu tive o Rex (não existe regra quanto à nome de gato e cachorro, ainda mais que o Rex batia no cachorro do vizinho). Ele ficou comigo de 1998 a 2001. O Rex era tratado meio bagualão, eu chamava ele pelo nome e ele atendia, aos assobios ele atendia também. Quando minha mãe ia ao supermercado ou padaria, sempre o Rex a acompanhava e a esperava do lado de fora. Parecia que queria protegê-la.
Eu, que era extremamente explosivo aprendi com aquele bicho ter um pouco de tranquilidade em momentos pouco tranquilos. Também um tanto de companheirismo. Não levo isso ao extremo, não odeio as pessoas, aliás, aprendo muito com pessoas que nem conheço. O fato é que naquela época, o gato era meu amigo do dia a dia e eu o observava muito. Comíamos no mesmo prato (é, nojento mesmo), dormíamos juntos e brincávamos de montão.
Um dia eu disse pra ele: "Tchê Rex, vamos combinar que tu nunca vai morrer. Eu deixo tu ir embora só quando eu achar a mulher da minha vida." Aquilo era coisa de menino, uma frase solta dentre tantas que a gente costuma soltar no ar. No final dos anos 90 eu estava saindo de um namoro e meio sem rumo nessa esfera da vida.
Meses depois, conheci a irmã do guitarrista da minha banda, que chamava-se Alpha2. O tempo passou e acabei gostando dela. Namoramos uns meses e depois acabou tudo. Rodei um tempo de abraço em abraço. Até que um dia ela "resolveu" gostar de mim de verdade, sei lá quanto tempo depois (conto essa história noutro post), mas acabamos ficando juntos.
Eu estava decidido a não me arriscar de novo, a nunca pedí-la em namoro outra vez. Estava ressabiado. Entretanto, para miha surpresa, ela mesma fez isso, oficializou o relacionamento. Isso aconteceu em uma dia que a Alpha2 tocou em 2 lugares quase que ao mesmo tempo. No dia seguinte, quando cheguei em casa, encontrei o Rex morto. Não havia motivo aparente então pedi uma necropsia para descobrir a causa mortis. Sem resposta, pasmei ao lembrar da frase solta. Teria ele concordado com aquilo? Verdade ou não, estou com a mesma mulher até hoje e esperamos uma menina, que deve nascer em 2013.
Nunca esqueci daquele gato, para quem escrevi uma canção (não gravada).
Post maluco, com ideias e lembranças de tudo quanto é lado. Com o tempo aprendo a escrever melhor. Imagina, quase dois anos para escrever isso!
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Sem canção dessa vez.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O texto que deu origem à série
Olá;
eu havia dito que um textinho bobo que fiz em uma prova de inglês me fez criar o fluxogenico.blogspot.com. Pois bem, agora que recebi a prova de volta, transcrevo o texto prá cá sem a menor idéia do porquê.
eu havia dito que um textinho bobo que fiz em uma prova de inglês me fez criar o fluxogenico.blogspot.com. Pois bem, agora que recebi a prova de volta, transcrevo o texto prá cá sem a menor idéia do porquê.
¿WTF is Beauty?
I think I'll die without this knowledge. "What the f... is beauty" is the question I've most made for myself. To men beauty, specially women's beauty, is simpler than men's beauty to women. For us (boys), beauty is mathmatically explainable. For example, if I meet a girl and say "Wow, she's beautiful!", about 99,7% of my ♂ friends will think the same!! However, if a girl meets me and thinks "Oh! He's a troll!", her ♀ friends will think totally diferent! Ok, I agree, just some of them will think TOTALLY different. In fact, beauty is unexplainable for girls and easier (to understand) for boys.
I must confess that I have already become crazy due to that, but now I'm ok. At least, one of those friends of that girl have felt in love with me...
I must confess that I have already become crazy due to that, but now I'm ok. At least, one of those friends of that girl have felt in love with me...
Tá aí!
Abraços!
Música: Raquel do Jorge Drexler
sábado, 27 de novembro de 2010
Imbecilidade no trânsito e conceito de acidente
Outro dia eu estava dirigindo para meu trabalho e, diferente do que sempre faço, saí um pouco atrasado. Aí já viu, peguei um trânsito daqueles. Pra quem conhece Porto Alegre sabe, capital do estado mais educado do País tem os motoristas mais mal educados do mundo. Não me excluo dessa lista porque às vezes me pego fazendo idiotices também. Voltando ao fato, enquanto dirigia pensava "Putz, e esse bando de lesma na estrada!". Dei uma ou outra costurada até pensar de novo "Peraí, quem tá com pressa sou eu! Quem tá atrasado sou eu! O idiota aqui, sou eu!". Parei com essa de querer ganhar dois a três minutos voando no trânsito.
Então, você que dirige, que vai de carro pra lá ou pra cá, pense criticamente antes de xingar o cara da frente porque VOCÊ acha que ele está devagar. A culpa é sua que tá com pressa! Era minha quando eu tava com pressa! Somos imbecis mesmo.
***
Faça as contas, viajando a 90 km/h e a 120 km/h quanto tempo você ganha? Veja como é imbecil querer ganhar esse tempo correndo um risco inútil. O que você vai fazer de bom nesse tempinho extra de nada? Estas perguntas eu me fiz algumas semanas atrás. É foda.
Semana passada um casal de vizinhos meus morreram na estrada. Vinte e sete e 20 anos e recém casados. Think my friend!
***
Tem coisas que não admito. "...morreram em acidente. Motorista fez ultrapassagem perigosa e perdeu o controle do carro...". Quando escuto isso eu fico de cara, ora, WTF é acidente?! Parece que se perde o significado das palavras na nossa língua portuguesa.
Acidente é algo inesperado e indesejável como explosão do pneu, a pessoa passando mal enquanto dirige, motor fundindo. Um imbecil fazendo uma ultrapassagem perigosa, dirigindo bêbado, voando com o carro y otras cosas más causa acidente? Não! Esses imbecis são imprudentes. Não tem nada de inesperado, porque todo mundo tá careca de saber que imprudência no trânsito causa "acidentes". Não tem nada de indesejado, pois se o fulano tá dirigindo bêbado, correndo ou sei lá, ele QUER fazer isso, DESEJA fazer isso.
Acidente já sinônimo de imprudência. Aff!
***
Música: Tears in Heaven do Eric Clapton
Primeira postagem
Olá para quem ler isso.
Hoje tive um click durante uma prova de inglês na qual eu deveria escrever um texto sobre beleza. O tal click era direto: este texto está engraçado, dava pra por num blog.
Voltei pra casa pensando nisso e acabei montando fluxogenico.blogspot.com. Na realidade nunca pensei em fazer isso, mas vou tentar escrever vez ou outra. Claro, quando eu tiver a prova de volta, seja qual for a nota que eu tire no texto, vou postar aqui. É a lembrança de como esse negócio começou.
Não sei exatamente para onde esse troço vai, não vai ter um tema específico. Vai seguir o fluxo, tal e qual o gênico.
Abraços!
Música: Astronomy do Blue Öyster Cult (a versão do Metallica é ótima também)
Hoje tive um click durante uma prova de inglês na qual eu deveria escrever um texto sobre beleza. O tal click era direto: este texto está engraçado, dava pra por num blog.
Voltei pra casa pensando nisso e acabei montando fluxogenico.blogspot.com. Na realidade nunca pensei em fazer isso, mas vou tentar escrever vez ou outra. Claro, quando eu tiver a prova de volta, seja qual for a nota que eu tire no texto, vou postar aqui. É a lembrança de como esse negócio começou.
Não sei exatamente para onde esse troço vai, não vai ter um tema específico. Vai seguir o fluxo, tal e qual o gênico.
Abraços!
Música: Astronomy do Blue Öyster Cult (a versão do Metallica é ótima também)
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